11 Novembro 2009

QUE NOVELA RUIM!






Depois a beleza esplendorosa e da trama movimentada de Caminho das Índias, é muito difícil acompanhar a novela de Maneco Viver a vida. A pior dos últimos anos. Ai, Jesus! Como Thais Araújo está tediosa! Que Helena sem graça, sempre choromingas, de rosto crispado e piegas. Parece estar sempre entediada, estressada e sem viço. O máximo que consegue é ser insuportável. Eu esperava muito mais dela!


O que aconteceu com o charme e a sensualidade de José Maier? Parece não se sentir bem e à vontade encarnando a personagem Marcos, o pior de sua carreira. E mais, o casal que forma com Thaís não tem química, não combina, não convence, da mesma forma que Luciana e Jorge. Aliás, todos os casais são cansativos, em nada românticos ou interessantes. O Jorge é chato demais, e Luciana uma histriônica aborrecida, sempre com aquela bocarra escancarada a vomitar desaforos. Já cansei dos chiliques dela com Helena, com Jorge, com o pai, com o médico...


A personagem anoréxica/pinguça, vivida por Bárbara Paz, a tal Renata é um porre! Suas falas e situações vividas são de uma mesmice aflitiva, cada cena com ela repete a anterior, o discurso do arrependimento e dos propósitos de mudança, para Miguel, parece o samba de uma nota só. Giovana Antonelli é, mais uma vez, a Capitu de Retratos da Vida, do mesmo Maneco, além de ter falas pobres de conteúdo, repetitivas como um refrão de cantilena medieval.


Nem Lílian Cabral tem uma personagem a sua altura, mas é a única que escapa, que sabe tirar partido da trama pífia que tem de representar. Enfim, é um desperdício de bons atores em papéis fracotes, sem imaginação, vivendo personagens aborrecidas numa historinha em nada criativa.


A trama é arrastada, repetitiva, sem emoções, superficial, fútil, mal feita. Se passarmos uma semana sem ligar a TV, nenhuma falta farão os monótonos capítulos perdidos, pouco terão avançado os diversos núcleos da historinha insípida e modorrenta... Como é costume do Maneco, cenas são repetidas demais, devaneios de personagens, rememorações e outras enrolações que não acrescentam nada, deixam engessada a novela e só servem para alongar os capítulos. Hoje, tive que aturar Helena rezando, rasando, com aquela cara lambida de mater dolorosa, batendo na mesma tecla de vítima dos fados... .


O que tem a ver com a trama em desenvolvimento a presença do personagem de Thiago Lacerda? Só serviu para realçar o lado doidivanas de Luciana ensejar longas discussões dela com a Helena e nada mais que não seja enrolação para esticar a o capítulo. E aquela Sandrinha, irmã de Helena, tão chatinha quanto ela, a que veio? Ainda não percebi a necessidade da personagem que interpreta.


O figurino de Thaís e Marcos para a lua de mel em Paris foi uma piada: ela e Marcos apareciam sempre encapotados e cheios de lãs, como se estivessem em pleno inverno, enquanto os transeuntes passavam pelo casal em trajes de verão. Já começou muito ruim... Maneco, já chegou a hora de aposentar-se, meu velho.
                                   

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